Numa era não muito distante, talvez uns 20 e poucos anos atrás, as máquinas de escrever ainda dominavam a cena corporativa e a organização de uma empresa era refletida pela rigidez do ambiente: salas individuais, sendo a melhor para o chefe, poucos ramais para telefone e um número de tomadas limitado devido ao pouco uso de aparelhos eletrônicos.
Aos poucos, o cenário empresarial foi mudando. Surgiram os discursos de qualidade de vida, reengenharia, trabalho em equipe, colaboração. Numa velocidade ainda maior, a tecnologia trouxe os computadores e seus acessórios. E todos esses fatores trouxeram às organizações uma necessidade nova de repensar o seu espaço físico.Associar charme e estilo com as exigências das novidades tecnológicas em um escritório é uma tendência crescente. Os prédios mais antigos foram obrigados a passar por adaptações na estrutura para conseguir acompanhar essas mudanças. Paralelamente às inovações na forma de gerir o negócio, a arquitetura de espaços corporativos também teve de se adaptar e trazer para a empresa, além da redução de custos em projetos, escritórios com ambientes mais abertos, interligando informalmente os funcionários. "Isso sem deixar de lado o conforto", diz o arquiteto Silvio Heilbut, que acredita que, num futuro não muito distante, mais e mais funcionários irão trabalhar em casa, trazendo mais comodidade, tanto para eles quanto para a empresa.
E por falar em futuro, a questão da energia é um dos pontos de maior atenção, segundo o arquiteto, na hora de planejar um escritório. "A tendência é a de que ela fique cada vez mais cara e rara", diz Heilbut. Por isso, ele acredita que as fachadas dos prédios tenderam a ser termo-absorventes, reduzindo assim a necessidade do ar condicionado. Preocupados com o fornecimento, alguns prédios da capital paulista já optaram pela instalação de geradores internos, por meio de turbinas a gás.
Especializado em espaços corporativos desde 1986, o arquiteto ressalta que a sofisticação também acompanhou essas novas tendências. Ele afirma que ao remodelar um escritório deve-se pensar nas necessidades, custos e conforto, para não afetar a produtividade da empresa. "As paredes deixaram de existir nos escritórios modernos. Agora existe um ambiente único". Heilbut explica que isso também mudou o comportamento de todos. Com a falta das paredes, os funcionários tiveram que falar mais baixo. "As pessoas aprenderam a se comportar no ambiente de trabalho", afirma.
O formato das mesas também foi alterado, com a introdução das baias. "Hoje, trabalha-se em ambientes mais abertos e isso ajuda a aproximar as pessoas e melhora o relacionamento entre elas", observa. No dia-a-dia, o posicionamento também assumiu contornos diferentes: os funcionários passaram a se expor menos com assuntos pessoais. Uma das vantagens é a comunicação indireta entre eles. "Como estão mais próximos, sabem o que o colega está fazendo, podendo opinar, ajudar, mesmo na ausência de alguém da equipe", acrescenta o arquiteto. Ele ainda ressalta que a tendência é acabar com as barreiras entre os funcionários, mesmo as baixas paredes das baias tendem a desaparecer.
E se algo tende a sumir, outras coisas tendem a aparecer. Há poucos anos, a preocupação era esconder as tomadas. A tendência agora é deixá-las sobre a mesa. "Com o aumento do número de funcionários utilizando laptop, muitas baias ficam vazias, ou seja, sem um computador. Eles apenas se sentam e 'plugam' o notebook", exemplifica o arquiteto. Muitos profissionais não ficam o tempo todo no escritório, então, são mesas disponíveis.
Os painéis tendem a ser utilizados cada vez mais, principalmente por que ajudam na acústica do ambiente. "A preocupação em reduzir os ruídos do ambiente é constante, por isso, a tendência é optar por materiais mais moles", conta. Atualmente, nem sempre o carpete é utilizado para revestir o chão. "Em vez disso, a opção são os variados pisos vinílicos", conclui.
Heilbut também enfatiza que as lâmpadas estão cada vez menores e com vida útil mais longa. Atualmente, são utilizadas luminárias que não ofusquem as telas dos computadores. "Cada vez mais será utilizada a iluminação individual. Além de reduzir o consumo de energia, permite que o funcionário controle a intensidade da luz, independente do restante do ambiente", acrescenta.
Outra novidade será o desaparecimento das CPUs. "Os arquivos serão mantidos de maneira segura em Data Centers", afirma. O arquiteto também prevê a redução da fiação dentro dos escritórios, graças a modernos meios de telecomunicações. Os aspectos ergométricos também não podem ser deixados de lado. As pessoas devem estar confortavelmente bem instaladas.
Fonte: Alethéa Batista (Revista Melhor - UOL)
home - empresa - novidades - contato - espaço mostra - espaço encontro - cadastro de arquitetos
stato móveis para escritório: rua turiassu, 1.100 - perdizes - 05005-000 - são paulo - SP - fone/fax: (11) 3801-3801 - stato@stato.com.br